sexta-feira, 27 de julho de 2012

TPM Quer adquirir 600 autocarros para cidade e província de Maputo

TPM Quer adquirir 600 autocarros  para cidade e província de Maputo

A Empresa Municípal Transportes Públicos de Maputo (TPM), com vista a responder positivamente a problemática da crise de transporte que assola a cidade e província de Maputo,
precisa de financiamento monetário não quantificado para a aquisição de 600 novos autocarros, de modo a solucionar o problema.

Quatro biliões de dólares para linhas férreas

Quatro biliões de dólares para linhas férreas
Escrito por noticias
Quatro biliões de dólares norte-americanos é o montante que a multinacional brasileira Vale acaba de anunciar estar disponível para implantar um sistema de logística integrada, que contempla a construção e reabilitação de vias férreas em Moçambique e no Malawi, visando viabilizar o escoamento do carvão mineral de Tete para exportação aos potenciais mercados asiáticos e americanos.

Infra-estruturas condicionam preparação do combinado nacional

Infra-estruturas condicionam preparação do combinado nacional
O seleccionador nacional, de basquetebol feminino, Nazir Salé está á braços com a falta de parques desportivos e o interregno de competições internas, factores que constituem uma pedra no sapato, uma vez que poderá afectar a prestação da selecção que afina as baterias para lutar por um lugar nos jogos olímpicos de Londres 2012.

Aduaneiros em esquemas de corrupção

Aduaneiros em esquemas de corrupção
Os vendedores informais estão a travar uma Guerra com as autoridades alfandegárias, devido ao aumento sem precedente das taxas de tabelas dos preços  de produtos exportados bem como a cobrança ilicíta para permitir a fuga ao fisco.

Número de violadores de fronteiras tende a crescer

Número de violadores de fronteiras tende a crescer
A intensificação da vigilância nas fronteiras moçambicanas, esta trazer resultados significativos uma vez que o combate contra a violação das fronteiras tende a aumentar a cada dia que passa, apesar disso a polícia fronteiriça tem feito um trabalho rigoroso que culmina com a detenção dos violadores da mesma, não obstante o número reduzido de efectivos para estancar a pandemia.

Livaningo produz fogões melhorados

Livaningo produz fogões melhorados
Decorre desde a manhã de hoje, uma formação de agentes comunitários em matéria de fabrico de fogões melhorados com o propósito de minimizar os efeitos negativos do uso da lenha e do carvão vegetal sobre o meio ambiente.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aborto continua a matar no país

Aborto continua a matar no país
O ABORTO continua a matar em Moçambique. A classe médica, socorrendo-se de estudos realizados em 1997, indica uma situação dramática, dando conta de que 44,3 porcento de mulheres que entram na maternidade para tratamento é em virtude de complicações resultantes de abortos inseguros. Segundo os médicos, os registos actuais mostram que estes índices se mantêm. Onze porcento de mortes maternas resultantes de complicações com gravidez têm como causa principal o aborto inseguro. Esta tragédia poderia ser evitada se medidas adequadas fossem tomadas.
As mulheres, sobretudo jovens, recorrem a todos os meios para provocarem o aborto. Usam raízes de plantas, agulhas de crochet e outros instrumentos perfurantes, como forma de provocar o aborto. Falaram de casos de mulheres que chegam ao hospital com hemorragias, dores intensas de barriga e outras, ainda em situações em que os próprios médicos já não podem fazer nada para salvar as suas vidas, porque os órgãos internos já estão danificados. Das 540 mortes maternas anuais que ocorrem em Moçambique, 11 porcento estão relacionadas com aborto inseguro.
Segundo Hermengarda Pequenino, citando o referido estudo, o índice de ocorrência de fatalidade entre as mulheres que se apresentam no Hospital Central de Maputo com complicações derivadas de aborto inseguro é de três porcento, havendo muitas outras mulheres que morrem antes de chegar ao hospital, não sendo, por isso, efectuado o registo das suas mortes. Isso não acontece só em relação a Maputo, como um pouco por todo o país, sobretudo onde não existe um serviço de obstetrícia.
Estes factos são resultado da criminalização do aborto. É que em Moçambique, o aborto continua a ser ilegal, tal como estabelece o artigo 358 do Código Penal de 1886 e herdado em 1975. É neste sentido que o aborto inseguro, que é realizado de forma clandestina, aparece como forma de escolha facilmente acessível para resolver o problema de uma gravidez indesejada, usando as mulheres qualquer que seja o meio para atingir tal objectivo. É assim que um bom grupo da sociedade, sobretudo organizações que lutam pelo bem-estar da mulher, defende a descriminalização do aborto, como forma de abrir espaço para que seja a própria mulher a decidir se quer ou não ter filho.
Dados revelados no encontro de ontem indicam que o aborto inseguro figura agora como a terceira causa de mortalidade materna, graças às intervenções feitas pelas autoridades da Saúde no sentido de se oferecerem serviços de aborto seguro e cuidados pós-aborto em algumas unidades sanitárias. Há anos, o aborto já foi a primeira causa da mortalidade materna.
Coutinho Macanandze: fonte