quinta-feira, 18 de abril de 2013

Inhagoia ” B”, um bairro órfão de infra-estruturas sociais básicas

Inhagoia ” B”, é um bairro abandonado à sua própria sorte, dos mais antigos bairros suburbanos da cidade de Maputo, com uma população estimada em 16.153 habitantes. Tem uma taxa de desemprego acima de 50 porcento. Onde grande parte dos moradores dedica-se a actividades económicas informais, entre jovens e adultos, principalmente a produção de hortícolas, venda de alguns produtos alimentares em pequenas bancas.

Moçambique regista avanços do quadro legal para área de protecção social

 A Organização Internacional do Trabalho em Moçambique afirma que o país registou avanços na definição de políticas, mas apela para o alargamento da cobertura e da eficiência do sector que superintende a protecção social, com vista a apoiar todas pessoas que se encontram em situação difícil.

Casa do Gaiato vive momentos de difíceis

A Casa do Gaiato é um verdadeiro monstro no acolhimento e cuidados prestados a crianças órfãs, abandonadas e desfavorecidas. Sediada no distrito de Boane, na província de Maputo, aquela casa não só é uma referência nacional no tratamento que presta a crianças carenciadas mas, segundo uma equipa de peritos da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), é um modelo único e a ser seguido em diferentes países africanos.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A justiça moçambicana não evoluiu mas continua alvo de reformas constantes

O sistema judicial moçambicano terá sido o único sistema colectivo em que não se verificou uma revolução mas sim uma permanente reforma, desde 1990, através da introdução de Mecanismos Alternativos para Resolução de Conflitos. Facto que contribuiu para redução de processos remetidos aos tribunais e bem como resolução pacifica dos conflitos sociais.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Plano de contingência esvazia e clama por apoios


O orçamento do plano nacional de contingência criado para mitigar os efeitos das calamidades naturais avaliado em 120 milhões de meticais esgotou em face do grande número de pessoas afectadas e outras que precisam de resgate e cuidados sanitários. Facto que obrigou o governo a lançar o apelo a comunidade internacional e singulares para colmatar as lacunas existentes.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Chihango uma zona rural perdida na cidade de Maputo


Há quem diga que Chihango é um bairro rural perdido nas redondezas da cidade de Maputo, muito por culpa de suas características campesinas onde predomina o pastoreio do gado, cultivo da terra, pesca e desprovido de infra-estruturas sócias básicas, água, um líquido indispensável à vida das pessoas, rareia tal como a energia eléctrica, o transporte, escola, posto policial e de saúde para cuidados primários.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A pobreza reside na mente das pessoas afirma Leonardo

Leonardo Macamo, tem 34 anos de idade, pai de quatro filhos, natural da província de Inhambane, distrito de Vilanculos e reside actualmente no bairro da Zona verde, arredores na cidade da Matola, onde busca o meio de sobrevivência através da venda de artigos como zips, botões, linha de costura entre outros, e diz que só passa fome quem nada faz. 
Texto de: Coutinho Macanandze
Por mais que o país, seja pobre é necessário que todos nós façamos algum sacrifício para garantir no mínimo um pão, para matar a fome diariamente.
“Quando cheguei em Maputo, deixei o orgulho de lado e comecei a deambular pela cidade a vender artigos de bijuteria como ambulante e isto não tirou a minha dignidade, antes pelo contrário estava lutar para garantir a minha subsistência e mostrar as pessoas que carregar um saco, bacia ou caixa no mercado, é uma forma digna e honesta de vencer a pobreza”, comenta Leonardo. Para depois sublinhar que a pobreza só reside na mente dos moçambicanos que querem que o estado faça algo por eles.
O nosso entrevistado conta que, deslocou-se a cidade de Maputo, no longínquo ano de 1990, devido na altura da ocorrência da guerra civil, como forma de fugir dos ataques dos homens armados que o ameaçavam atacar a qualquer momento e olhavam na capital um local seguro para esconder-se.
A guerra dos 16 anos por um lado impediu Leonardo, de frequentar a escola ainda na tenra idade aliado ao facto de as condições financeiras não terem contribuído para que o mesmo se concretizasse.
Três anos depois, isto em 1993, muda de negócio por influência dos amigos e abraça a venda de botões, zips, linha de costura, defronte das lojas de tecidos no bairro do Xipamanine, seu meio de sobrevivência até então.
Conta que o seu capital inicial, foi de 200 meticais, que hoje se orgulha do trabalho que faz uma vez que construiu uma habitação na sua terra natal e é detentor de uma criação de gado caprino e uma terra extensa que herdou do pais então falecidos, o que deixou-o órfão dos pais desde 2008.
Diz que por não ter estudado ainda menor, abriu espaço para que cedo valorizasse o trabalho como seu grande ofício e principal meio de obtenção de dinheiro para pagar a renda de casa, alimentação, escola e vestuário.
 A falta de uma Fábrica dos produtos que comercializa no país tem sido uma grande dificuldade uma vez que é obrigado a deslocar-se a terra do rand (República da África sul), para compra-lo, acabando por tornar caro o negócio reduzindo e contribuindo para que não ganhe quase nada devido a oscilação da moeda sul-africana.
A taxa do transporte cobrada na fronteira é muito alta, o que por vezes faz com que abdique da alimentação para o trânsito da sua mercadoria.
A fonte conta que o negócio, só tem saída quando vendido defronte das lojas que comercializam tecidos, o que faz com que estes se instalem próximos desses centros comerciais, acabando por disputar o passeio com os munícipes daquela zona periurbana.  
Questionado sobre a necessidade de venderem numa banca com condições mínimas para o fazer, retorquiu, “ Não vale a pena, porque os clientes compram tecidos nas lojas e a  sua saída compram os nossos produtos e  se assim acontecer será o fim do nosso ganha pão”.
No entanto, Leonardo tem a tarefa de estar duplamente vigilante, isto é, atender os clientes e observar se não vê diante de ti um polícia municipal para o retirar do passeio, por isso, exige dele flexibilidade para arrumar as trochas e correr com ele ao ombro.
Na capítal moçambicana, reside numa casa alugada á 800 meticais mensais, valor que segundo ele é razoável, uma vez que consegue vender ao mínimo entre 300 a 500 meticais diários, dinheiro suficiente para satisfazer  as suas necessidades básicas e da família que se encontra a residir em Vilanculos.
O grande desafio do Leonardo, passa por apostar na formação dos filhos e de si mesmo, bem como melhorar as condições para alargar o nível do volume do negócio, coisa que a guerra e a pobreza retardaram para si.
 Apesar da idade avançada, o nosso entrevistado encontra-se a frequentar a 9ªclasse, na escola Secundária da Zona verde com o propósito de materializar o teu sonho de infância que passa por especializar-se na reparação de automóveis, ou seja, mecânica.
“Chega de estarmos a murmurar e culpar o governo, porque a pobreza esta reside na mente das pessoas, e não devem esperar que oportunidades de emprego caiam do céu, porque nós é que criamos tais oportunidades”, rematou Leonardo.
Conta ainda que a distância o impede de cuidar, educar e usufruir do carinho dos filhos, mas sublinha que o pouco tempo que tem estado com os menores aproveita ao máximo.
Contudo não descarta a possibilidade de um dia vir a ser um grande criador de várias espécies de gado, com particular enfoque o gado caprino e ovino, uma vez que terra para pastagens tem de sobra.
Leonardo, deixa um conselho a todos cidadãos nacionais, que devem deixar de lamentar, choramingar pelos cantos esperando que o governo faça tudo por nós, temos é que arregaçar as mangas e trabalharmos em prol do desenvolvimento social, humano e económico de Moçambique.