quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aborto continua a matar no país

Aborto continua a matar no país
O ABORTO continua a matar em Moçambique. A classe médica, socorrendo-se de estudos realizados em 1997, indica uma situação dramática, dando conta de que 44,3 porcento de mulheres que entram na maternidade para tratamento é em virtude de complicações resultantes de abortos inseguros. Segundo os médicos, os registos actuais mostram que estes índices se mantêm. Onze porcento de mortes maternas resultantes de complicações com gravidez têm como causa principal o aborto inseguro. Esta tragédia poderia ser evitada se medidas adequadas fossem tomadas.
As mulheres, sobretudo jovens, recorrem a todos os meios para provocarem o aborto. Usam raízes de plantas, agulhas de crochet e outros instrumentos perfurantes, como forma de provocar o aborto. Falaram de casos de mulheres que chegam ao hospital com hemorragias, dores intensas de barriga e outras, ainda em situações em que os próprios médicos já não podem fazer nada para salvar as suas vidas, porque os órgãos internos já estão danificados. Das 540 mortes maternas anuais que ocorrem em Moçambique, 11 porcento estão relacionadas com aborto inseguro.
Segundo Hermengarda Pequenino, citando o referido estudo, o índice de ocorrência de fatalidade entre as mulheres que se apresentam no Hospital Central de Maputo com complicações derivadas de aborto inseguro é de três porcento, havendo muitas outras mulheres que morrem antes de chegar ao hospital, não sendo, por isso, efectuado o registo das suas mortes. Isso não acontece só em relação a Maputo, como um pouco por todo o país, sobretudo onde não existe um serviço de obstetrícia.
Estes factos são resultado da criminalização do aborto. É que em Moçambique, o aborto continua a ser ilegal, tal como estabelece o artigo 358 do Código Penal de 1886 e herdado em 1975. É neste sentido que o aborto inseguro, que é realizado de forma clandestina, aparece como forma de escolha facilmente acessível para resolver o problema de uma gravidez indesejada, usando as mulheres qualquer que seja o meio para atingir tal objectivo. É assim que um bom grupo da sociedade, sobretudo organizações que lutam pelo bem-estar da mulher, defende a descriminalização do aborto, como forma de abrir espaço para que seja a própria mulher a decidir se quer ou não ter filho.
Dados revelados no encontro de ontem indicam que o aborto inseguro figura agora como a terceira causa de mortalidade materna, graças às intervenções feitas pelas autoridades da Saúde no sentido de se oferecerem serviços de aborto seguro e cuidados pós-aborto em algumas unidades sanitárias. Há anos, o aborto já foi a primeira causa da mortalidade materna.
Coutinho Macanandze: fonte

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Na onda dos sequestros sete indivíduos já vem o sol aos quadradinhos

Na onda dos sequestros sete indivíduos já vem o sol aos quadradinhos
Após um trabalho de investigação polícial aturado, seis indivíduos confessos estão presos pela práctica de sequestro na cidade e província de Maputo, trata-se de cinco cidadãos moçambicanos e um nigeriano, cujos nomes não foram avançados.
Texto: Coutinho Macanandze
De acordo com informações habituais da situação criminal na cidade de Maputo, o porta-voz do comando geral da PRM, Pedro Cossa, disse que os malfeitores dedicavam-se a práctica de sequestros de indivíduos de classe média e onde depois eram mantidos em cativeiro em esconderijos, sediados na cidade da Matola, nos bairros de Hanhane, Tsalala e em Beluluane.  
Outros 10 indivíduos ainda estão a ser investigados, uma vez existir no laudo polícial, fortes indícios da participação dos arrolados no caso.
De recordar que na fase inicial da investigação foram arrolados 22 indivíduos, dos quais cinco foram ílibados por não existir matéria criminal do seu envolvimento nos sequestros.
A fonte acrescenta ainda que os prácticantes dos sequestros, com o dinheiro dos resgates compraram diversas viaturas das quais 12 foram identificadas no centro da cidade e avançou ainda existir outros esconderijos na província com carros e diversos bens de grande valor monetário.
Ainda no rol das operações políciais, foram detidos no aeroporto internacional de Maputo, dois cidadãos tanzanianos, nomeadamente Aly Muhina e Joseph Andule, por porte de 142 ampolas de drogas que se supõe que seja cocaina, das quais 40 ampolas estavam na pasta e as restantes foram extraidas no interior do organismo, após a submissão de um exame médico aos suspeitos.
Os traficantes de droga ora detidos, faziam-se transportar na aeronave que liga Portugal-Moçambique, vindos do Brasil, concretamente da cidade de São Paulo, onde possui um estatuto negro em torno da circulação de estupefacientes.
Cossa mostra-se preocupado com o índice de assaltos que estão tomar de assalto a cidade de Maputo, a título de exemplo, no bairro da Somerchild, quatro indivíduos não identificados e ainda em parte incerta, munidos de armas de fogo do tipo pistola, introduziram-se numa residência e apoderaram-se de diversos bens. Tendo de seguida se introduzido numa viatura de marca Hyunday, que depois viriam a abandonar a própria viatura no bairro da Malanga. No interior do autocarro, a polícia, recuperou quatro armas de fogo que os meliantes usavam para alcançar os seus intentos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Poluição sonora implica a falta de Educação

Poluição sonora implica a falta de Educação
A falta de educação e por outro lado o desconhecimento da postura urbana, constituem principais pilares a violação e proliferação da poluição sonora na cidade de Maputo.
Texto: Coutinho Macanandze
Apesar do grande potêncial paisagistíco e com fortes possibilidades de atracção do turismo internacional, que poderia desse jeito conciliar o turismo, desenvolvimento, educação ambiental e qualidade de vida, combatendo a extrema vozearia sem limites protagonozada por pessoas que não pisaram a porta da escola. As instituições responsáveis pela preservação do ambiente deveriam servir de pioneiras na criação e aplicação coerciva da lei e aliando também as campanhas de desencorajamento pela práctica da poluição sonora.
Com a educação e sensibilização das nossas comunidades, poderia-se assim evitar que outros cidadãos inocentes, sejam atormentados pela exorbitante, infernal e invisivel, mas invasora de residências fiquem impunes pelo vázio da legislação ambiental acerca deste mal designado por poluição sonora.
Se existisse legalmente um instrumento regulador que inibisse o aberrante som das aparelhagens com grande capacidade poluidora nos bairros e mesmo em plena via pública. O gesto poderia trazer pontos para o governo, uma vez que seria no entanto um gesto de preocupação pelo bem estar da saúde dos moçambicanos e sem atemorizar com justificativas politicamente erradas que ainda norteiam os nossos governantes.
 Isto denota também a falta de boas intenções e preocupações para com a qualidade da vida dos moçambicanos e o comodismo dos dirigentes dos diversos bairros e cidades moçambicanas. Demonstra ainda a falta de interesse pela preservação do ambiente que a cada dia que passa, o governo encoberta o plano de estudos ambientais, delimitando assim uma leitura eficaz da situação da poluição resultante da proliferação indústrial.


Polícia anuncia detenções relacionadas com sequestros em Moçambique

Polícia anuncia detenções relacionadas com sequestros em Moçambique
A policia moçambicana anunciou na noite de terça-feira a detenção, na cidade de Maputo, de cinco indivíduos apontados como autores dos casos de sequestros de agentes económicos nacionais e estrangeiros registados nos últimos cinco meses em diferentes pontos do país. O Comando-Geral, através do seu Porta-voz, Pedro Cossa, veio a público afirmar que para além dos cinco detidos foram arroladas mais de dez pessoas que se acredita estarem ligadas a estes casos.
Contudo, Pedro Cossa escusou-se a revelar os nomes dos que já estão sob custódia policial, alegadamente para não perturbar o trabalho de investigação ainda em curso. Esclareceu apenas que no grupo estão cinco moçambicanos entre eles uma mulher e ainda um filho de um oficial superior da Polícia, cujo nome não divulgou.
“São estes que raptavam agentes económicos e outras vítimas, usando como cativeiros três lugares localizados no Município da Matola, dos quais duas quintas e uma residência”, disse. Segundo disse a jornalistas, a detenção destes indivíduos resultou de uma perseguição que se seguiu a uma denúncia feita por um cidadão que estranhou o movimento dos sequestradores num dos locais usados como cativeiro dos últimos três casos de raptos e contactou à Polícia, pondo-a a par dos referidos movimentos.
Na pista dos raptores, a Polícia desencadeou um aturado trabalho de vigilância sobre a movimentação dos raptores num esforço que envolveu as Polícias de Protecção e de Investigação Criminal, que culminou, primeiro, com a identificação da pessoa que guardava o dinheiro cobrado para o resgate das vítimas.
Questionado sobre a quantidade de valores envolvidos e quanto é que poderia ter sido já recuperado, o porta-voz do Comando-Geral da Policia disse, repetidamente, que são avultadas somas. “Só em meticais foram contabilizados mais de 13 biliões de meticais”, sublinhou Cossa, ajuntando que nestes crimes há igualmente envolvimento de cidadãos que estão no país e outros no estrangeiro, mas todos eles já identificados. “Esta rede é responsável por todos os 22 casos de raptos ou sequestros registados nos últimos cinco meses nas cidades de Maputo, Matola, Nampula, Sofala e Tete”, reiterou Cossa.
Num outro passo da conferência de Imprensa, Pedro Cossa disse que a convicção da Polícia sobre a responsabilidade criminal dos detidos reside no facto de se estar em presença de criminosos confessos que em algum momento estão a prestar a sua colaboração às autoridades para as investigações até aqui alcançadas.
“Ainda estamos a trabalhar e quando toda a investigação estiver concluída vamos dar as informações sobre os autores materiais e morais destes casos”, garantiu.
Os últimos casos registados na cidade de Maputo datam do mês de Maio quando foi sequestrado o empresário Momed Ibrahimo, proprietário da fábrica Incopal, quando este se dirigia a uma mesquita, algures na Machava. Dias antes tinha falhado uma tentativa de rapto de duas irmãs encontradas na entrada da sua residência na Avenida Tomás Nduda, na capital do país.
Casos similares foram registados no mês de Fevereiro quando foi sequestrada a esposa de um funcionário gestor da Delta Trading, uma empresa do ramo comercial. No último mês de Janeiro tinham sido raptados dois empresários no Cemitério de Lhanguene, soltos dias depois em circunstâncias não esclarecidas.

Fonte: AIM

CETA está a atrasar as obras de drenagem em Quelimane

CETA está a atrasar as obras de drenagem em Quelimane

O edil Manuel de Araújo teme que o Millennium Challenge Account, que financiou as obras, retire o financiamento por incumprimento de prazos
Maputo (Canalmoz) – A empresa de construção civil, CETA, recentemente adquirida pelo grupo INSITEC, holding relacionado com o presidente da República, Armando Guebuza, está a ser acusada de atrasar com as obras de reabilitação/construção do sistema de drenagem na cidade de Quelimane. As obras são financiadas por fundos norte-americanos, através do Millennium Challenge Account.

A obra de reconstrução do sistema de drenagem desta cidade que quando chove quase toda fica um pântano, foi ganha pela CETA, este ano. Mas o edil da cidade diz que a empresa está a executar as obras com lentidão, temendo por isso que os americanos retirem o financiamento.

De acordo com Araújo, a CETA está a atrasar com as obras.

A preocupação do edil Manuel Araújo, do MDM, eleito em Dezembro do ano passado, é que os recursos disponibilizados pelo povo americano são recursos com uma data limite, e uma vez não for cumprida a data marcada, o município irá perder o financiamento.

“Verifica-se que a CETA não está a corresponder às expectativas do projecto em relação à velocidade das obras e nós estamos preocupados com este atraso porque vai nos fazer perder o financiamento”, disse o edil de Quelimane falando ao Canalmoz em Maputo.

Encontramos Quelimane destruído

Araújo, que concorreu pelo MDM e foi eleito edil desta cidade em eleições intercalares em Dezembro do ano passado por um mandato que deverá terminar com as eleições autárquicas regulares a terem lugar no próximo ano (2013), retirou o poder na capital da Zambézia ao partido Frelimo que sempre a dirigiu desde a independência nacional.

Na entrevista que concedeu ao Canalmoz recordou que no início da sua presidência em Quelimane, o conselho municipal não tinha sequer um homem para tapar buracos naquele município e segundo disse, foi necessário fazer um concurso público para pôr em pé as obras de drenagens.

“Criamos uma equipe interna do município de Quelimane, e neste momento a Av. Josina Machel até à Av. Julius Nherere já está literalmente sem buracos. Para isso contamos com o apoio generoso do Município da Beira, que mandou para Quelimane, pessoas com experiência e esperamos que até final de ano Quelimane tenha menos buracos”.

O Município da Beira é dirigido pelo presidente do MDM, engenheiro Daviz Simango.

Ainda segundo o professor Manuel Araújo, o sistema de drenagem em construção será o alicerce para acabar com a imundice de águas estagnadas na cidade de Quelimane.

Com o sistema de drenagem, a água suja que agora se acumula em espaços públicos na cidade, será escoada e não haverá condições para a reprodução dos mosquitos, que são causadores da malária.

“Se conseguimos resolver os problemas de drenagens isso tornar-se-á o primeiro passo na direcção certa”, sublinhou Manuel Araújo. (Arcénia Nhacuahe)

Desde há alguns anos que a Praia Grande tem vindo a ser o destino e cenário escolhido por inúmeros praticantes portugueses e estrangeiros do bodyboard

Desde há alguns anos que a Praia Grande tem vindo a ser o destino e cenário escolhido por inúmeros praticantes portugueses e estrangeiros do bodyboard, dada a qualidade das ondas e o entusiasmo dos praticantes. É diária e massiva a afluência, o que traz alguns desafios: por um lado, a necessidade de dotar a praia de balneários onde os inúmeros praticantes possam trocar de roupa e deixar os pertences, sobretudo os que não se deslocam de carro. Por outro, providenciar na Praia Grande um centro de alto rendimento para o bodyboard e desportos conexos, com programas de treinos, escola, divulgação e ponto de encontro de praticantes. Dada a centralidade do local, seria por certo uma mais valia e reforçaria a possibilidade de organização de mais eventos e gerar um pequeno cluster de desportos a ele associados nessa zona balnear. Fica a ideia.
texto de Fernando Morais Gomes

Jovens querem fazer do distrito o pólo de desenvolvimento

Jovens querem fazer do distrito o pólo de desenvolvimento
Com efeito, o parlamento juveníl, efectuou hoje na capital moçambicana, Maputo, a cerimónia de lançamento do projecto de campanha nacional da juventude “distritos pólos de desenvolvimento”, onde se prêve que sejam abrangidos até Dezembro do presente ano 40 Distritos.
Texto de : Coutinho Macanandze
Os objectivos do lançamento da campanha segundo o parlamento juveníl, passam por transformar os distritos em verdadeiros viveiros para as futuras lideranças no país, através da promoção de conferências distritais que vai debater-se em torno de temas transversais pertinentes para os jovens daqueles pontos, despertar a intolerância política e democrática nos distritos, bem como a realização de debates sócio-geracionais.
A campanha esta avaliada em cerca de 200 mil dólares USD, financiado pela USAID e Diaconia da Suêcia, tendo como público-alvo da iniciativa os jovens, onde se espera atingir 40 dos 128 distritos que compõem o país até ao final do presente ano, assim como chegar aos restantes até finais de 2013.
A iniciativa ora tornada pública, terá o seu ponto de partida amanhã, no distrito de Marracuene, província de Maputo, onde se espera que a juventude, tire proveito do propósito da criação do programa, de modo a dotá-lo de conhecimentos sólidos em torno do seu papel, no uso racional das oportunidades existentes nos distritos e formar uma mente crítica capaz de contribuir nas grandes decisões e nas políticas democráticas distritais.